domingo, 7 de dezembro de 2008

E viva o casamento!


Li uma notícia, esses dias, que me deixou preocupado. Falava sobre o crescente número de divórcios no Brasil. Segundo o IBGE houve um crescimento de 200% (isso mesmo DU-ZEN-TOS POR CEN-TO) na taxa de divórcios em 2007, em relação a 1984.

Acredito que, entre vários motivos, a vida moderna, a entrada da mulher no mercado de trabalho – quer dizer o aumento significativo disso – a facilidade em se separar, instituída pelo novo código civil e a falta de tolerância sejam os principais.

Bom, querido leitor, eu sou adepto de casamentos duradouros. Tenho um tio avô que completou 75 anos de casado. Acredita nisso? Setenta e cinco anos ao lado da mesma mulher. Pode ser comodidade, mas também demonstra um amor por alguém que dificilmente é visto nos dias de hoje. Os casais de hoje não têm paciência para discutir relacionamento. Não há diálogo. Egoísmo. Sabiam? O egoísmo, o individualismo, reinam hoje entre as pessoas. Alguém, não sei quem, inventou que a felicidade é individual, que você tem que se preocupar com você. O outro que se lixe.

Desculpa. A felicidade é um estado de espírito que depende de vários fatores. E entre eles pode estar, nas pessoas menos egoístas claro, a vida ao lado de alguém. A construção de uma família. Filhos, cachorros, a emoção de conseguir a casa própria, de juntar os salários. Passar sacrifícios juntos em prol da continuidade da espécie. Tenho certeza que, dentre outros fatores, a desestruturação da família, a família como a gente conhece, é causa do aumento da violência. Os filhos, sem a presença materna e paterna, na maioria das vezes, rebelam-se. Pais separados é moda entre os jovens. Anormal é você ter pai e mãe juntos, casados. Caretice. O grupo não aceita você ter uma família unida. É a banalização do individualismo. O homem sempre foi um ser social. Sempre viveu em grupo. E acreditem! A fidelidade , assim como nos pingüins e golfinhos, faz parte do ser humano também.

Eu sou a favor de casamento pra vida toda. Filhos, casa, férias com carro lotado. Basta ter um pouco de paciência com o outro. Carpinejar, escritor gaúcho, diz que, amar outra pessoa é amar seus defeitos.

Casamento pressupõe ceder, não se importar com a tampa da privada levantada, a calcinha esquecida na torneira do chuveiro, não brigar pelo controle remoto, acompanhar sua mulher no shopping, sem se cansar, assistir ao futebol com ele, não precisa torcer pro mesmo time. Enfim, ceder, tolerar, querer estar perto do que é importante para o outro, querer estar perto do outro. Construir um estado de felicidade individual apoiado na felicidade conjugal.

Mas parece que a humanidade moderna está mais preocupada em pensar em si própria, no indivíduo e não no grupo. Casar, hoje, mais que nunca, é um exercício de ambos. Exercício de tolerância, de paciência, de perdão, de desculpas. É, ser feliz dá trabalho, mas vale a pena. Pra quem, como eu, não desistiu de formar família só há uma coisa a dizer: VIVA O CASAMENTO!

2 comentários:

Bruna disse...

Putz, Lu, traduziu td q eu penso desta instituição sagrada que é o casamento. Sou destas mooças casadoiras, louca pra ter uma fam,ília grande, uma mesa cheia de gente, barulho em casa e amor, sobretudo amor!!!!Vamo combinar, eu vou no teu casorio e tu vai no meu!!!!

Luciano S. Santos disse...

pois então! Tá mais que combinado..heheheheh...Bjão.