segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Faxina em minhas gavetas

Meu pai sempre me disse. “Quem guarda tem.” Verdade. Aprendi isso esse final de semana. Ao me mudar, há um mês, vi o quanto havia guardado coisas. Portanto decidi que deveria fazer uma faxina em coisas e coisas que não uso mais. Comecei por separar meus livros. Descobri que não li a maioria deles. E aqueles que li, muito provavelmente não me recordo mais de seus conteúdos. Prometi a mim mesmo lê-los. Quando? Sei lá.

Passei a papéis, documentos, e coisas afins. Aí uma coisa fantástica aconteceu. Entrei numa verdadeira máquina do tempo. Folhas de cadernos do tempo da engenharia na UFRGS, administração na ULBRA, curso técnico em Passo Fundo, telefones dos colegas de segundo grau, fotos de formatura, agendas com telefones de pessoas que há tempos não vejo mais. Telefones de ex-namoradas. Gurias que não me lembrava mais, nem ao menos os nomes.

Um familiar meu disse-me que o melhor para a vida da gente ir para frente é se livrar das coisas que não usamos mais. Criar movimento, livrar-se das (in)utilidades do lar, que prendem a energia da vida. Cruzes, quanto esoterismo! Pois bem, resolvi seguir o conselho. E ao ir rasgando e jogando fora todos esses papéis me dei conta de que seria a última vez que viajaria pelo tempo. Tempo de minhas lembranças. Tempo de minhas memórias. Mas também notei que as lembranças não estão nas coisas que guardamos. Elas apenas são chaves das gavetas de nossa memória. As lembranças estão guardadas em nós.

Fui fazendo minha faxina temporal até que cheguei às fotos. Bom, aí, sei lá por que, empaquei. Não consegui destruir nenhuma. Fotos de viagens, festas, pessoas e mais pessoas. Ouvi uma vez, quando era criança, que não se rasgam fotos. Provavelmente uma maldição deve se abater sobre a pessoa que tem a coragem de destruir o registro de fatos. Ou talvez ao rasgar uma foto de pessoa estejamos rasgando sua alma. Algo nesse sentido.

É verdade que a maioria das minhas fotos é do tempo do meu casamento, ou melhor, da vivência ao lado de minha ex-mulher. Afinal foram 13 anos de convivência. A realidade é que me faltou coragem. Medo de que uma grande parte da minha vida fosse para o lixo assim como as fotos. Medo do esquecimento. Medo de perder a chave de uma gaveta de minha memória. Talvez a mais importante.

Mas ao mesmo tempo espero, com sinceridade, que minha vida ande. Espero que alguém importante apareça em minha vida e que peça, melhor exija, que me livre das fotos e de todo o mais que emperra minha vida. Talvez essa pessoa faça uma faxina em minhas gavetas. Retire o que é velho. E coloque novos papéis. Para que eu guarde. Para que eu tenha. E que dessa vez, eu não precise mais viajar no tempo.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Bate e Volta

Você já ouviu a expressão bate e volta? Provavelmente já. Essa semana tive que viajar para SC num legitimo bate e volta. Fui num pé, voltei no outro como dizem. A BR 101 continua uma ma-ra-vi-lha. Você porto alegrense ao querer ir ao litoral catarinense passar o ano novo ou simplesmente passar suas merecidas férias no paraíso sulino terá que ter uma paciência budista para enfrentar o rali da 101. Desvios mal sinalizados, buracos, pista sem sinalização noturna entre outras coisas, são os fatores que fazem a aventura turística ficar mais emocionante. Pois bem, saí de noite aqui do rio grande do sul, cheguei na madruga. Até aí tudo bem. Dormi, acordei pela manhã, peguei uma praia. Estava um calor infernal. À tarde fiz o que tinha que fazer e peguei o caminho de volta. Antes, porém, fiz algo que me arrependeria profundamente horas depois.

Ao entregar uma encomenda, no centro de Balneário Camboriú, para um amigo, e por já estar estressado com o engarrafamento típico dessa época do ano xinguei um motorista que estava com problemas no carro, por estar trancando o trânsito da rua. Incrível, na mesma hora me deu um aperto no peito. Sensação de ter feito algo muito errado. Depois de conseguir fazer seu carro funcionar novamente, o motorista passou por mim e disse:

- Pô cara! Eu já to todo fudido com o carro e tu ainda vem me xingar.

Fiquei quieto não reagi. Baixei a cabeça, envergonhado, como quando um pai ralha com o filho quando esse faz algo errado. Pois bem. Aquilo passou, comecei minha viagem de retorno. Ao chegar à cidade de Palhoça o trânsito parou. Ambulâncias passavam por mim, provavelmente mais um acidente na fatídica brioi (apelido carinhoso da BR 101).
Como o tráfego estava completamente parado, desliguei o carro e fiquei esperando a liberação da estrada. Alguns motoristas desceram dos seus automóveis e ficaram na volta da estrada tentando adivinhar o que havia acontecido.

Em determinado momento um desses motoristas apontou para o pneu do meu carro e olhou para mim. Desci do carro e fui até ele, que me disse que o pneu estava murcho. Olhei o pneu e como já sabia do problema de que aquele pneu murchava com freqüência não dei muita bola. Agradeci a atenção e voltei para dentro do carro.

Engraçado, seu anjo da guarda se manifesta de várias formas e maneiras. Aquela era uma. E eu não prestei atenção no seu aviso. Depois da estrada liberada segui viagem. Quase chegando a Porto Alegre aconteceu. Pneu furado. Aliás, furado era eufemismo. Completamente esgualepado. Mortinho. Sem esperança de ressuscitação. Eram quase onze horas da noite. Já troquei muito pneu, mas à noite, com certeza é muito mais complicado.

Enquanto trocava o pneu, incrivelmente me sentia completamente resignado com a situação. Como se soubesse que esse era o meu castigo pela atitude errada horas antes. O dia passava pela minha mente e eu relembrava do motorista e seu carro quebrado. Do xingamento. Do aviso de meu anjo da guarda horas antes. E sabe o que mais? Estava rindo daquilo tudo, por entender que aprendera a lição.

Lembrei também de uma pessoa muito especial. Ela dizia que existiam tarefas exclusivamente masculinas. E com certeza, trocar pneu estava entre elas. Foi bom isso ter acontecido. Fez eu me lembrar de alguém importante em minha vida e fez-me aprender, definitivamente, que o que bate, sempre, sempre, volta.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O que a Bruna diria no banheiro ou no elevador


Tenho uma amiga chamada Bruna que me cobrou que não escrevo sobre ela no meu blog. Pois então, aí vai. Esta crônica é em sua homenagem cara Bruna.

Estava eu indo almoçar com duas colegas de trabalho e antes de pegar o elevador resolvi ir mijar no banheiro. Entrei, fui direto à privada. Aquelas que ficam lado a lado, separadas por divisórias. Estava eu a aliviar minha bexiga quando de repente ouço o seguinte diálogo:

- Olá. Você por aqui? (Que pergunta é essa? Parece que você encontrou um amigo no restaurante. Onde já se viu perguntar isso num banheiro. Até parece que o seu conhecido não utiliza banheiro público).

Segurei a risada e abri mais meus ouvidos para acompanhar o diálogo.

- Calor hoje né?

- Hum hum.

- Vai vir chuva. Com certeza.

- É sempre assim.

-Bom vou indo. Até mais.

- Até.

Existem dois lugares em que o papo entre amigos ou conhecidos versará sobre o tempo. Um é o banheiro público. Outro, o elevador.

Aliás, a pior coisa que pode acontecer com você, é encontrar um amigo no banheiro público. Ainda mais se faz tempo que você não o vê. Já pensou o seu amigo estendendo a mão para cumprimentá-lo? Aquela mão que você tem a certeza que estava segurando o pinto dele há um momento atrás. Pior, ele mijou e chacoalhou, o que quer dizer que provavelmente há respingos de urina em sua mão. Mas pior ainda é se ele vem te dar um abraço, colabando ambas as mãos em suas costas e você imaginando as bactérias pulando para sua camisa. Com certeza você não vai conseguir trabalhar o restante do dia, louco para chegar em casa, arrancar suas roupas, ir para o banheiro tomar banho e esfregar e lavar suas vestes, se possível com creolina.

Já no elevador, quando você adentra no mesmo, é como se houvesse uma placa fixada no fundo com o seguinte dizer: “Favor olhar para o chão, assoviar e falar somente sobre o tempo”. É incrível o poder hipnótico do elevador sobre as pessoas. Tem gente que deve rezar para não pegar elevador com conhecidos, só para não ter que puxar papo ou ficar olhando para a cara do outro. Agora me diz, por que as pessoas se sentem constrangidas nesses dois ambientes? O banheiro é até explicável. Afinal ninguém se sente bem em demonstrar a outrem que está ali para satisfazer necessidades fisiológicas. É como se você estivesse nu, no banheiro da sua casa e, sem mais nem menos alguém irrompe através da porta e te pega de calça arriada, sentado, confortavelmente em seu trono imperial.

Mas no elevador é no mínimo estranho. Por que será que as pessoas não se sentem à vontade com outras dentro do elevador? Definitivamente, o elevador não é um ambiente sociabilizador. Talvez se houvessem banquetas, um bar e um barman servindo coquetéis dentro do elevador as pessoas se sentiriam mais a vontade. O elevador seria um ponto de encontro. Já pensou? Aquela sua vizinha gostosa tomando um dry Martini e você pedindo um uísque on the rocks enquanto inicia um flerte com a vítima...ops com a conhecida.

Bom, ao sair do banheiro encontrei minhas colegas de trabalho e enquanto íamos ao restaurante relatei o ocorrido a elas. Perguntei então o que as mulheres conversam ao irem ao banheiro? Elas, educadamente responderam que vão ao banheiro juntas para confidenciarem a respeito das pessoas que ficaram na mesa em que se encontram. Para ajudarem-se mutuamente ao conferir maquiagem, cabelo e outras cositas más, uma da outra. Já pensou dois homens indo ao banheiro juntos. Já imagino a situação.

- Viu a loira da outra mesa?

- Vi sim. Que gostosa. Está com uma microssaia. Que pernas. Imagina o que tem debaixo daquela sainha?

- Nossa, muito boa, mesmo.

E por aí vai. Aliás, assunto de homem em bar só pode ser dois. Mulher e futebol.

Mas e a minha amiga Bruna, entra aonde nessa história? Bom, deixa eu explicar. A Bruna é uma daquelas amigas, diria eu, no mínimo incomum, o que já, por si só torna nossa amizade muito interessante. A Bruna, digamos, não tem papas na língua. Isso a faz ser uma pessoa autêntica, direta e extremamente sincera. Aonde quero chegar?

Fico imaginando a Bruna no banheiro feminino. Com certeza iria tratar uma conhecida, que encontrou por acaso, como se estivesse saindo de uma sessão de cinema no sábado à tarde. Não se incomodaria de pedir um absorvente para uma estranha, e se tivesse fugido para ir ao banheiro chorar porque viu o ex com outra, pegaria a primeira mulher que encontrasse retocando o batom e faria dela uma psicóloga e conselheira amorosa.

No elevador então não teria nem graça. Puxaria papo como se estivesse no salão de beleza comentando com as outras clientes sobre a nova moda de cabelos para o verão enquanto espera sua vez de fazer as unhas.

Essa é minha amiga Bruna, espontânea, autêntica e verdadeira. Como os melhores amigos devem ser.

Viu Bruna, agora você vai pensar três vezes antes de me pedir pra falar em ti no meu blog.

domingo, 7 de dezembro de 2008

E viva o casamento!


Li uma notícia, esses dias, que me deixou preocupado. Falava sobre o crescente número de divórcios no Brasil. Segundo o IBGE houve um crescimento de 200% (isso mesmo DU-ZEN-TOS POR CEN-TO) na taxa de divórcios em 2007, em relação a 1984.

Acredito que, entre vários motivos, a vida moderna, a entrada da mulher no mercado de trabalho – quer dizer o aumento significativo disso – a facilidade em se separar, instituída pelo novo código civil e a falta de tolerância sejam os principais.

Bom, querido leitor, eu sou adepto de casamentos duradouros. Tenho um tio avô que completou 75 anos de casado. Acredita nisso? Setenta e cinco anos ao lado da mesma mulher. Pode ser comodidade, mas também demonstra um amor por alguém que dificilmente é visto nos dias de hoje. Os casais de hoje não têm paciência para discutir relacionamento. Não há diálogo. Egoísmo. Sabiam? O egoísmo, o individualismo, reinam hoje entre as pessoas. Alguém, não sei quem, inventou que a felicidade é individual, que você tem que se preocupar com você. O outro que se lixe.

Desculpa. A felicidade é um estado de espírito que depende de vários fatores. E entre eles pode estar, nas pessoas menos egoístas claro, a vida ao lado de alguém. A construção de uma família. Filhos, cachorros, a emoção de conseguir a casa própria, de juntar os salários. Passar sacrifícios juntos em prol da continuidade da espécie. Tenho certeza que, dentre outros fatores, a desestruturação da família, a família como a gente conhece, é causa do aumento da violência. Os filhos, sem a presença materna e paterna, na maioria das vezes, rebelam-se. Pais separados é moda entre os jovens. Anormal é você ter pai e mãe juntos, casados. Caretice. O grupo não aceita você ter uma família unida. É a banalização do individualismo. O homem sempre foi um ser social. Sempre viveu em grupo. E acreditem! A fidelidade , assim como nos pingüins e golfinhos, faz parte do ser humano também.

Eu sou a favor de casamento pra vida toda. Filhos, casa, férias com carro lotado. Basta ter um pouco de paciência com o outro. Carpinejar, escritor gaúcho, diz que, amar outra pessoa é amar seus defeitos.

Casamento pressupõe ceder, não se importar com a tampa da privada levantada, a calcinha esquecida na torneira do chuveiro, não brigar pelo controle remoto, acompanhar sua mulher no shopping, sem se cansar, assistir ao futebol com ele, não precisa torcer pro mesmo time. Enfim, ceder, tolerar, querer estar perto do que é importante para o outro, querer estar perto do outro. Construir um estado de felicidade individual apoiado na felicidade conjugal.

Mas parece que a humanidade moderna está mais preocupada em pensar em si própria, no indivíduo e não no grupo. Casar, hoje, mais que nunca, é um exercício de ambos. Exercício de tolerância, de paciência, de perdão, de desculpas. É, ser feliz dá trabalho, mas vale a pena. Pra quem, como eu, não desistiu de formar família só há uma coisa a dizer: VIVA O CASAMENTO!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sobre o povo brasileiro e as tragédias...

Muito interessante. Acessem e vejam do que o ser humano é capaz diante da tragédia de seus semelhantes. Recomendo a leitura desse blog do grande jornalista gaúcho David Coimbra.

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=127506&blog=219&coldir=1&topo=3951.dwt

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Aos meus leitores portugueses, chuva e sol, porto triste e Porto Alegre


Presidente Lula sobrevoa Itajaí

Incrível a internet. Descobri, através do contador do meu blog, sim, esse negocinho que fica ali no cantinho direito da página, chamado sitemeter, que tenho leitores portugueses. Já há alguns dias tenho notado a entrada de endereços portugueses. Muito me honra. Meu blog. Heheheh, começa a tornar-se mundial, assim como a grande rede mundial de computadores. Pois bem, queridos amigos portugueses, quero deixar-lhes a par de alguns fatos. Não sei se é de conhecimento de vocês, mas uma das cidades que nossos amigos e irmãos lusos ajudaram a fundar, hoje vive uma das maiores tragédias naturais que se abateu sobre o Brasil. Falo da enchente que cobriu mais de 90% da cidade açoriana de Itajaí e também causou muito estrago nas demais cidades da Santa e bela Catarina. Um dos maiores portos do país encontra-se em Itajaí.

Curiosamente e por sorte ou destino, sei lá, dois dias antes da tragédia que se abateu sobre Itajaí (cidade onde residia), mudei-me. Para outra cidade, de nome Porto Alegre, açoriana também. Hoje vivo no porto alegre, mas não consigo me desligar de um porto triste, no litoral catarinense. Se vocês leitores, aí de Portugal lerem esse post, saibam que tanto lá como aqui, agradeço aos fundadores lusos. Pois amo ambas as cidades, Porto Alegre do calor e do sol e Itajaí, hoje porto triste e da chuva. Rezo e peço que o sol que acalenta a capital do Rio Grande do Sul, abençoe também as milhares de pessoas que novamente (lembram das enchentes de 83 e 84?) terão que reconstruir suas vidas e suas moradias, com a força dos mesmos lusitanos que há mais de 500 anos aventuraram mar afora para colonizarem e fundarem os portos do sul do Brasil.

Se você leitor luso, ou brasileiro, identifica-se, assim como eu com essas cidades, reze e se puder ajude nossos conterrâneos litorâneos. Que Santa Catarina converse com sua amiga Santa Clara, para que ela interceda junto a São Pedro e que todos levem sol às cidades atingidas.

Que os portos brasileiros, de origem lusa, tornem-se somente portos alegres, para que nós gaúcho-luso-brasileiros, possamos reencontrar nossos amigos catarinense-luso-brasileiros em mais um verão que chega, de sol e calor.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sobre frentes únicas, tênis e botinhas de duendes – Final

Capítulo final da minha saga noturna. Estava eu na mesma boate em que vi tênis em mulheres espetaculares e frentes únicas (portais do paraíso) sendo pedagiadas por sutiãs intrometidos. Após comentar com meus amigos notívagos sobre minhas incursões no mundo crítico da moda acabei por observar que mais uma coisinha me incomodava no vestuário feminino moderno. Apelidei de botinhas de duendes. Sabe essas botas iguais as aí de cima na foto? Cara que coisa mais brega, desculpe, mas a única coisa que isso me lembra é da Branca de Neve e os sete anões. Ainda mais se a guria for baixinha.

Não sei se você concorda comigo leitor. Mas essa botinha rasteira (acho que é isso?), é tudo de feio. Tira a feminilidade da mulher. Transforma-a quase numa criança querendo imitar a Xuxa. Lembra daquelas botas plásticas da Xuxa, que a turminha de meninas adoraaaaavaaa? Pois é, acho que é isso. Elas lembram menininhas fãs da Xuxa. Talvez isso me desgoste no figurino. Afinal não sou pedófilo. Kakakaka.

Acabei comentando com duas ex-colegas de facul que não me agradava esse particular no vestuário usual da mulherada. Elas, prontamente, me execraram. Disseram que não entendia nada de moda. Que a bota, além de bonita, era muito confortável, agradabilíssima de se usar no dia-a-dia. Pode até ser. Mas se fosse por conforto, as mulheres deveriam sair de pantufas. Muito mais confortáveis. Não acham? Desculpa mulherada, mas eu acredito que mulher tem que ser mulher 24 horas por dia. Como assim? Tem que estar bem produzida, maquiada, cabelo impecável e etc. Senão o que sobra pra nós pobres homens? Mulheres, não nos tirem o direito de apreciá-las da melhor forma possível. Porque, não adianta, homem é visual. Homem adora ver mulher bonita. Pelo menos homem no conceito antigo. Hoje, já não sei mais. Porém, eu ainda prefiro ver mulher bonita. Amigo leitor, você não concorda? Sete anões não dá. Por favor mulherada. Sem botinhas de duende.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sobre frentes únicas, tênis e botinhas de duendes – Parte II


Continuando. Dizia que mulher de tênis em boate não dá. Certo? Pois bem, na mesma noite, na mesma boate, reparei em outro detalhe feminino. Meninas de frentes únicas.Hummmm....aquelas costas esguias, desnudas, claras, morenas, douradas do sol, deixando entrever desejos e pensamentos libidinosos. Os homens tentando observar detalhes mal cobertos, tatuagens semi-escondidas. Ou seja, frentes únicas são as portas para o pecado. Erguer aquela blusinha encostado num corpo quente e ofegante em um quarto de motel a meia luz. Bom, voltandooooo....hehehehe.

Dizia eu que frentes únicas são tudo de bom em uma mulher, mas, e sempre há um mas, o que não dá é frente única com....sutiã. Não interessa a cor, o formato. Descer seu olhar da nuca e chegar ao meio das costas e de repente dar de cara com aquele obstáculo, quase uma praça de pedágio na estrada vertebral que leva ao paraíso é, novamente, broxante. Frentes únicas devem ser usadas por mulheres tatuadas, tatuagens na nuca, nas costas, no cóccix, hummmm, simplesmente delicioso. Devem ser usadas também por mulheres de costas lisinhas, bronzeadas, branquinhas, negras. Além disso, para se usar frente única é primordial, fundamental, relevante, que a mulher possua seios rijos, durinhos, eretos, não importa o tamanho, nem o volume. Por isso as frentes únicas foram criadas, para realçar os seios femininos. Provocar olhares e pensamentos maliciosos nos homens que têm a oportunidade de cruzar com uma frente única.

Pois estava eu na mesma boate do texto anterior, apreciando o universo feminino que me rodeava e analisando as mais variadas espécimes femininas, quando me deparei com frentes únicas maravilhosas, mas também com, sutiãs! Aí não dá leitor. Você há de convir comigo que mulher em boate, de frente única, seios rijos, costas tatuadas, é muito bom. Mas sutiã. Não dá. Por isso, além da placa de proibido mulher de tênis em boate, acrescente-se: proibido mulher de frente única, seios rijos, com SUTIÃ.Você há de me dar razão, nós homens merecemos mais e mais mulheres de frente única. A porta aberta para o éden.

Obs: em seguida o capítulo final de minha saída noturna.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sobre frentes únicas, tênis e botinhas de duendes – Parte I



Acho que estou ficando velho. Definitivamente estou ficando velho. Por quê?Porque ontem fui a uma festa em uma boate da região. Começa que eu era o tio do lugar. Até aí nada demais, apesar de que acredito que a gurizada está indo muito cedo para boate. A primeira vez que fui a uma boate tinha 16 anos. Ontem, com certeza vi uns meninos e meninas que deviam ter no máximo 13. Bom, mas a discussão não é sobre isso, mesmo porque não quero me intrometer na educação de nossa juventude contemporânea. O que me deixou profundamente intrigado, chateado diria, é que as poucas, digamos, mulheres que freqüentavam o local, estavam praticamente perfeitas.Quase. Do fio de cabelo ao tornozelo, lindas, exuberantes, seja em vestidos esvoaçantes que deixam qualquer homem com torcicolo, torcendo por um vento soprar de baixo para cima, seja em jeans das mais variadas cores e estilos. Bem maquiadas, cabelos e unhas impecáveis, blusinhas de todos os formatos e cores, além de acessórios, de brincos e colares, passando pelos piercings de umbigo. Ah, que coisa deliciosa, você passear com sua boca por aquelas barriguinhas chapadas e encontrar um piercing no umbigo dela. Sua língua começa a brincar com aquele brinco fora de lugar, propositadamente colocado para provocar e excitar os homens.

Bom, voltando. Dizia eu, que até o tornozelo tudo perfeito. O que me broxou, literalmente, foi quando olhei para os pés de algumas fêmeas, digamos, atraentes.Lá estavam eles. Como uma aberração da natureza. Você olha a guria, vê aqueles lindos cabelos chacoalhando ao sabor da música, o rosto maquiado para a noite, as blusas, com seus decotes insinuantes, as calças, tão coladas que permitem fazermos uma leitura do recheio. E então, ao chegar aos pés, você dá de cara com um par de...sandálias? Botas de salto alto? Scarpins chiquérrimos? Nada disso, o que vi foram tênis. Isso mesmo leitor, tênis. Agora me explica. O que leva uma criatura, toda arrumada, colocar tênis de malhação para ir a uma festa? Será que depois da festa e das bebidinhas a mais, para manter a forma e seus corpos esculturais elas saem para um jogging noturno?Acredito que não.

Portanto meu primeiro protesto vai para os donos de boates. Afixem uma placa com o seguinte dizer: Proibido lindas mulheres, bem vestidas, calçando tênis. Tênis, leitor, decididamente, não dá. Tênis para mulher, só na academia ou na caminhada diária. Lanço aqui a campanha que proíbe a entrada de mulheres em boates, de tênis. Espero que vocês que me lêem, apóiem.

Obs: Em breve a parte II, onde continuarei a contar minha saída noturna e outras coisitas mais.

sábado, 18 de outubro de 2008

The Empire State Building

Foto: Wikipedia
O Empire State Building é um arranha-céu de 102 andares de estilo Art déco localizado na intersecção da 5ª Avenida com a West 34th Street na cidade Nova York. Seu nome deriva do apelido do estado de Nova York.

Foi considerada uma das estruturas mais altas do mundo por mais de quarenta anos, desde a sua conclusão em 1931 até que a construção da Torre Norte do World Trade Center foi concluída em 1972. Logo após a destruição do World Trade Center em 2001, o Empire State Building recebeu novamente o título de edifício mais alto de Nova York.

Foi declarada uma das Novas maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civís e também como uma das marcas registradas da cidade de Nova York.

Por que estou falando nisso? Porque vou contar a história do Lúcio e da Sissi. O Lúcio é um cara maduro. Foi casado por um tempão. Não deu certo. Separou. A Sissi, ah, a Sissi!! Esse nome tão diminuto não corresponde aos quase 1,80m daquela morena, cabelos negros como a noite, olhar matador, pernas tão compridas como os quase primeiros 70 andares do Empire State. A Sissi não tem como não ser notada. É uma daquelas mulheres que ao chegarem em um lugar provoca a atenção masculina e a inveja feminina. Os homens torcem seus pescoços ao vê-la passar, enquanto as mulheres beliscam as pernas de seus companheiros e lançam olhares fulminantes em direção à bela morena.

As loiras que me perdoem, sei da predileção masculina por loiras, mulheres belíssimas, chamam a atenção masculina com seus cabelos claros como os raios de sol. Mas quando uma morenaça entra em cena, é como se a noite chegasse mais cedo cobrindo o sol dos cabelos dourados das loiras.

Pois bem, o Lúcio certo dia desses foi a uma choperia com um amigo. Era uma sexta feira sertaneja universitária (tá na moda agora, sertanejo universitário, pagode universitário, samba universitário, e etc universitário, sei lá porque disso, vai ver que pra você ir na festa tem que ter curso superior. Já imaginou? Você tá chegando na festa e quando vai entrar um daqueles brutamontes segurança lhe diz: por gentileza, seu diploma universitário? Não. Então não entra.). Então, o Lúcio tava lá, bebericando uma cervejinha, batendo um papo com o amigo, na dele. Quando, de repente, ele olha pro lado e lá está ela, aqueles um metro e oitenta de mulher, sentada com uma amiga, ria e chacoalhava os cabelos como para que demarcar território e mostrar à concorrência que a noite era dela. Ela era o Empire State do lugar. O prédio mais alto, mais vistoso, mais lindo. As outras construções estavam ali só pra ocupar espaço. Meras coadjuvantes. Não ousavam tomar o lugar em altivez e beleza do Empire.

E aí começa o problema. O Lúcio se encantou pela Sissi. Até aí normal. O problema era a altura do prédio, ops, quer dizer da mulher. O Lúcio, bem, digamos que o Lúcio media por volta de 1,72m, e a Sissi, todos sabem, 1,80m, SEM SALTO ALTO.... Ora, o Lúcio não podia andar por aí com a bela Sissi, iriam rir da cara dele. Como um homem, mas um homem de verdade, poderia andar de mãos dadas com uma mulher mais alta? Lúcio já imaginava as piadinhas, os cochichos pelas costas. As pessoas comentando: olha que coisa!!! Kakakak...deve ser a guarda costas dele...E por aí vai.

Entretanto, quando os olhares se cruzaram, o da Sissi, um olhar tenro,calmo, confiante e o do Lúcio, um olhar desejoso, carente, mas ao mesmo tempo firme. Bom, aí foi tudo pro espaço. O amor é algo estranho, ele ultrapasssa todas as fronteiras físicas e emocionais, faz o que parecia improvável acontecer. Quebra preconceitos, paradigmas, dogmas e o que mais se entrepor entre os seres amados.

Como na foto, o amor faz o Empire State Building e seu companheiro igualarem-se em altura, em beleza, sem um ou sem outro a foto não fica completa. A Sissi sozinha brilha, mas a foto se completa com o Lúcio. O prédio mais alto de Nova York, sem amor, passa despercebido.

Cadê as Fotos ?????

Desculpem-me leitores. Minhas últimas postagens foram deficientes na questão visual. O que foge um pouco da proposta inicial do blog, isto é, associar texto e imagem. Meu HD, com milhares de fotos resolveu entrar em greve. Já o demiti e portanto falta pouco para recuperar milhares de fotos em seu poder. Kakakaka. Enquanto isso, tomo a liberdade de apropriar-me de imagens diversas capturadas pela rede mundial de computadores.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sinto falta de você...

Sinto falta de vc, e a palavra que me cura...ninguém vai dizer...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Nova Vida

A minha vida, hj, tem um novo significado...

domingo, 12 de outubro de 2008

Solidão

A solidão é a pior doença que pode existir. Ela mina o corpo e a alma lentamente. Faz com que você desanime, desista, retraia-se, até não suportar mais. É como se fosse um câncer voraz, que atua em silêncio e que ao ser descoberto já provocou a metástase na alma. Não gosto, não quero ser só. Não sei o que te fiz de errado. Acho que as pessoas se metem demais na minha vida. Acreditam assim estarem me ajudando, quando na realidade estão alimentando minha doença. Não sei o que te disseram, mas imagino. Pois faz tempo que teu silêncio me machuca.
Tua saída de cena não é explicável. Sei lá. Sei que posso ter tudo, fazer o que gosto e mesmo assim falta você. A felicidade não é você. Mas compartilhar minha vida me faz feliz. Em um tempo em que o individualismo reina não consigo viver só (apesar de minha crença saber que o espírito se desenvolve sozinho, progride sem companhia). Sinto falta da gente. Sair daqui não é solução, mas talvez aplaque, um pouco, a dor que estou sentindo. Sei que você não pode me curar, mas ter você novamente me faz renascer. Não posso determinar que seu coração se apaixone por mim. Gostaria que fosse fácil assim. Mas pelo menos tentei. E lhe pedi isso também. Sei que tentou, só não sei se por tempo suficiente. Nós dois sofremos pela solidão. Por isso imaginei que juntos pudéssemos ser felizes. Ledo engano.
Já rezei e pedi, trocaria tudo pelo meu maior sonho. Você sabe qual é. De que adianta ter ou ser algo, se não se está feliz? Alguém importante me disse que se fizer por mim despertarei interesse das pessoas. Pode ser verdade. Mas não quero reconhecimento nem admiração. Quero amor, simples, ignorante. Apesar de saber que ele não se bastará por si só. Mas talvez seja isso o início da cura.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A Quem (me) Interessar Possa

Eu vou te Amar (Tchê Garotos)

De que vale o dia ter um lindo sol
De que vale a noite com o brilho sereno
Se longe de mim você está
Se longe de mim você está[2x]

Amor eu quero te encontrar
Ficar juntinho de vc
Vc é minha fantasia
E me faz viver
Se hoje o sol nao brilhar
Eu sei que estarei te perdendo
Pois sem o seu amor
Eu estou morrendo

[refrão]Eu vou te amar
Gritar até que um dia vc possa ouvir
Ouvir da minha boca, te dizer
Que o amor da minha vida é você[2x]
Eiê Eiê

De que vale o dia ter um lindo sol
De que vale a noite com o brilho sereno
Se longe de mim você está
Se longe de mim você está[2x]

[refrão]Eu vou te amar
Gritar até que um dia vc possa ouvir
Ouvir da minha boca, te dizer
Que o amor da minha vida é você[2x]
Eiê Eiê

video

sábado, 20 de setembro de 2008

A Primavera


Nesta segunda (22) começa a primavera. Chega de frio. O clima começa a mudar. o tempo começa a mudar.A estação irá mudar. Mudanças. Engraçado, também estou de mudança. Vida nova, estação nova, cidade nova (de novo). Assim como o equinócio primaveril, vou me permitir realizar o equinócio profissional e afetivo. Ao conhecer novos jardins, com certeza, encontrarei a flor que procuro. Por dois longos e bons anos procurei uma flor especial para adornar meu lar. Não encontrei. Não sei se esgotei os locais de procura. Plagiando meu amigo, Diego Klock, das mais belas flores nota-se sempre uma. Não consegui notar alguma. Talvez visitei os jaridns errados. Jardins particulares não permitem que se roube uma única flor. Elas já pertencem a outros jardineiros. Então, só me resta procurar um jardim inexplorado. Difícil, mas não impossível. Eis a mudança que se aproxima. Mudança de clima, de estação, de lugar, de vida, de jardim. Há que haver uma bela flor, esperando para ser colhida e adornar meu novo lar.

PS: a foto é do windows (kakaka), meu HD deu pau, to sem fotos por enquanto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O Tempo:

Há um ditado que diz: O tempo é o Senhor da Razão. Será? Hoje, mais do que nunca, sinto o tempo escorrer pelas minhas mãos, como a areia de uma ampulheta. Por quê?
Ele, não volta. E onde está a razão nisso? Aliás, pelo contrário, vejo meu tempo passar e a razão em que acredito parece cada vez mais distante. A razão de ter uma família, a razão de ter uma mulher, a razão de ter filhos. Distante....você.... Sei que me lê, me ouve e vê. Então não percamos mais tempo. Não percamos a razão. Façamos o que nosso coração manda e sente. É preferível viver com a razão e infeliz? Ou será melhor a emoção e a felicidade, que finalmente, nos levará à verdadeira razão que o tempo dita: sermos felizes. E pra mim, e hoje escrevo e falo pra você, ser feliz é ter você ao meu lado, ter filhos com você. Escute-me. Ouça-me. E entenderá que a alegria que “transmito” não é completa, pois falta você.
O tempo está passando, e hoje sinto-o passar mais rápido ainda. Não permitamos enlouquecermos, perdermos a razão, longe um do outro. Permitamos sim aproveitar o tempo nosso que temos, e sermos felizes. Eu e você.
Após os trinta anos, aniversário deveria ser proibido, a não ser que eu tivesse você e nossos filhos para me abraçarem. Ouça-me...Ouça-me...eu sei que você me ouve. Eu sei que você me sente seu...O tempo...ele é o senhor da nossa razão...a razão de sermos felizes juntos...Apenas ouça-me...sei que me ouve...e sei que gosta do que ouve.
Não percamos tempo...ele é muito importante para mim e para você também...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ambigüidades

Comparo a ambigüi-
dade a um túnel. O túnel tem uma entrada e uma saída. Será? Depende de que lado você está. Portanto, o túnel pode ter duas entradas e duas saídas. Dois lados. Dois sinais. Duplicidade. Dúbio. Assim é a ambigüidade. Você diz uma coisa, mas na verdade quer dizer outra. Tem que saber interpretar. Mulher adora isso. Homem. Odeia isso. Homem é direto. Mulher não. Ela adora fazer um joguinho de palavras. Dizer algo desdizendo. Sabe como é. Não. Nós homens não sabemos como é. Nós somos diretos. Se gostamos de alguém dizemos: ei, gosto de ti. Sem meio termo. Sem rodeios. Sem meias palavras. A mulher não. Parece que gosta de dizer algo que você homem precisa decifrar. Pra mim isso demonstra só uma coisa. Nessa minha tentativa de entender você mulher, acredito que a dubiedade, tão presente no universo feminino, só tem uma explicação. As mulheres são indecisas, portanto precisam dizer as coisas com duplo sentido. Porque se você pressioná-la, ela terá a justificativa de dizer que não era aquilo que queria dizer. Entende cara. É por isso que elas, as mulheres, conseguem o que querem de nós homens. Porque conseguem nos confundir, dizendo algo que pode não ser exatamente aquilo que queriam dizer. Entende? Não? Claro que não. Isso é muito complexo para o cérebro masculino. Vou tentar simplificar.
E pra isso vou usar o exemplo do túnel. Se você está de um lado do túnel, você está na entrada dele, observando o outro lado, a saída, certo?
Pra você homem sim. Mas pras mulheres não. Ela vai dizer que a visão da entrada que você tem, não é a entrada, mas sim a saída. Sacou? Não? Então esquece. As mulheres são assim mesmo. Procuram várias entradas e saídas num mesmo túnel. Dubiedade.
Pra nós homens têm outro significado: Indecisão. Pura indecisão.

domingo, 10 de agosto de 2008

Filhos & Pais

Chega uma certa idade no homem em que o desejo de ser pai aflora. Sei lá, não existe o tal instinto maternal? Pois é, com o perdão do trocadilho, vou instituir, a partir de hoje, o instinto paternal. Isso. A vontade do cara em querer ser pai. Sei lá se tem pesquisa a respeito disso, mas, decididamente, cheguei nessa fase. Só tem um pequeno problema. Coisica de nada. Ta faltando um detalhe. A mãe. Putz. É lógico, pra ser pai, tem que ter uma mãe, senão o objeto do desejo, no caso o filho, não tem como existir. Aí a coisa complica. Podem me chamar de louco, diferente, estranho. Mas hoje, dia dos pais, a minha vontade aumentou. Pronto. Decidido. Tô com vontade de ser pai. Mas antes disso, também estou com vontade de ser companheiro, amigo, parceiro, casal.Estou querendo casar. Isso mesmo mulheres. Vocês achavam que nunca iriam ouvir isso de um homem? Pois é. Estavam enganadas. Eu estou dizendo com todas as letras. Que-ro ser pai. Que-ro ca-sar. Que-ro ter uma fa-mí-lia. Acredito, que com o tempo passando, um homem procura se aquietar. Não por comodismo, mas as festas, baladas, bebedeiras, paqueras, começam a ficar em segundo plano. Deve ser tão bom poder chegar em casa e receber o abraço de um filho, ou até mesmo buscá-lo na escola. Ir ao supermercado com ele (não eu não disse isso, esquece essa parte).
Sempre fui um cara meio piegas, formar família, passear fim de semana no parque. Ir às compras com toda a prole, sair de férias pra praia entupindo o carro com bóias, pazinhas e baldinhos e piscina inflável. É isso mesmo. Deve ser muito legal ser pai.Hoje liguei pro meu velho. Nossa cara, imagino a felicidade dele quando falou comigo, ouviu que era eu. Ligando pra desejar feliz dia dos pais. Não precisa presente, só o simples lembrar de que você foi (ou continua sendo sempre) a pessoa mais importante pra alguém deve ser muito legal.Ainda não sei como é. Mas não desisto do meu objetivo. Encaro esse dia, 10/08/08, como o marco inicial na meta que estipulei. Vou formar uma família, vou ter filhos, vou ser feliz. E um dia poderei saborear o doce momento de um filho te abraçar e dizer: Papai, feliz dia dos pais, te amo.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O Plano "B"


Tenho um amigo, O Jorge. O Jorge é um cara boa pinta, faz sucesso com as mulheres. Tem boa lábia, é persuasivo e bom papo.

Pois bem, dia desses o Jorge e eu estávamos tomando uma ceva no boteco e jogando conversa fora. Assunto, claro: futebol e mulher. Explanava ao meu amigo que gosto de relacionamento sério, uma mulher decidida, segura, companheira mesmo. Estabilidade.

O Jorge deu de ombros e disse o seguinte: - Cara, eu era assim. Só me estrepei. Lembra da Lúcia? Pois é. Era gamado naquela morena.

Ah, a Lúcia... Realmente aquilo era um avião, não, um BOEING. Sabe aquela mulher nem alta nem baixa, nem gorda nem magra, cabelos negros como a noite, dois olhos que mais pareciam jabuticabas tenras e doces, prontas para serem sorvidas por lábios sedentos.

Ah, a Lúcia...Simplesmente per-fei-ta. Pois é. O Jorge, Don Juan nato, dedicou-se à conquista, com todas as suas forças. Mas quem disse que a Lúcia era fácil. O Jorge suou, mas suou, atrás daquela morena. Enfim, depois de meses de tentativas, o Jorge atingiu seu objetivo.

Lembro que ele falava: - Pô cara que mina difícil. Mas assim é melhor. Quanto mais difícil melhor.

E depois de todo o esforço, Jorge e Lúcia começaram a namorar. No início, beijos, abraços, amassos e coisa e tal. O Jorge tava enfeitiçado por aquela mulher. Mas aos poucos, nós os amigos, começamos a notar algo diferente na Lúcia. Ela não parecia tão animada quanto antes, não beijava tanto quanto antes, não abrtaçava tanto quanto antes e...não amassava tanto quanto antes.O Jorge, lógico, esperto, também notou o distanciamento imposto pela bela morena. Até que não se contendo mais em tanta ansiedade, resolveu pôr Lúcia na parede. Ela tentou disfarçar, mas acbou confessando. Estava gostando de outro. Aliás sempre gostara. O Jorge surgiu, disse ela, como uma alternativa, um estepe: o Plano B.

Bom nem preciso dizer como o Jorge se sentiu. O útlimo dos últimos. A segunda opção. Pois bem, resumindo: a partir daquele dia o Jorge voltou a ser o velho Jorge. Conhecia uma guria, ficava e coisa e tal, depois despachava. Não queria dar chance ao azar. Não queria ser o plano B novamente. Até hoje ele me diz: - Cara, tu é louco. Casar, ter filhos? As mulheres hoje querem curtir, tiram sarro da nossa cara. Mas comigo não mais. Antes delas, EU.

Às vezes dou razão pro Jorge. Mas não consigo agir da mesma forma. Ainda acredito em um amor, em alguém que eu goste e que goste de mim. Que queira ter algo sério. Ter filhos, família.Não quero e não posso acreditar que o amor, sim, o amor, na sua mais pura e bela forma, tenha ficado pra trás, tenha sido engavetado por homens e mulheres, tenha se tornado só um Plano B...

domingo, 22 de junho de 2008

Hoje eu compreendo os palhaços


Lembro-me como se fosse hoje. Eu e meu pai indo pro circo. Cheiro de pipoca no ar. Valia a pena ver os leões nas jaulas antes do espetáculo. Arquibancadas de madeira, simplesmente soltas em armações metálicas. Dava um medo de cair. Antes do começo do show, crianças impacientes, pais alegres e prestativos com seus filhos. Clima de alegria familiar. Cheiro da serragem.
Começa o espetáculo. Malabaristas, mágico, trapezista, cães adestrados, globo da morte (espetáculo brasileiro sabiam?). E finalmente eles. O mais esperado por todas as crianças. Nunca tive medo deles. Achava engraçado. Ria pra valer. O Senhor Palhaço.
Fantasiado com suas grandes calças e enormes sapatos. E, não entendia o porquê, de estarem maquiados, quase mascarados. Meu pai dizia que era pra deixá-los mais alegres. Fazia parte do figurino.
Porém, depois que cresci, comecei a olhá-los de modo diferente. Parecia que os palhaços pintavam a cara pra assumirem um papel. Atores responsáveis pela alegria dos outros. Mas por que diabos esconder o rosto?
Hoje eu compreendo. Toda a máscara tem a função de esconder algo. Como a função do palhaço era divertir os outros, o ser por trás da maquiagem não podia deixar passar nenhum outro sentimento que não a alegria. Portanto, ao pintar seu rosto, o palhaço escudava-se em tintas e adereços para esconder sentimentos alheios à alegria.
Hoje eu compreendo os palhaços. Coloco o bom humor a todos. Fantasio minha tristeza, maquio minha saudade, travisto-me de alegria e palhaçadas. Mas no íntimo, hoje, mais que nunca, eu compreendo os palhaços.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Carta-Convite para um fim de semana romântico

Foto: Alvarélio Kurossu

Quero te convidar para comigo ir à serra catarinense nesse final de semana. Vamos curtir o frio juntinhos. Acordar pela manhã, em um bom hotel e tomarmos um café da manhã delicioso, recheado de guloseimas que nossa academia na segunda feira será testemunha de nossos excessos.
Quero te convidar para vermos a geada nos campos, comermos pinhão, namorarmos sob as árvores congeladas, testemunhas de nosso amor tão quente que não permite sentirmos frio.
Quero te convidar para ser minha companhia à noite, dormirmos abraçadinhos enrolados em cobertas e mais cobertas, sob a luz da fogueira crepitante de uma ardente lareira. Tão ardente como o fogo de nossa paixão a consumir nossos corpos suados após fazermos amor sob os lençóis.
Quero te convidar para reatarmos pendências. Esquecermos compromissos, discussões sérias e o que mais torna nossa vida chata e responsável. Ao contrário, quero ser irresponsável contigo, brincarmos nas ruas geladas de alguma cidadezinha perdida, como as melhores cidades européias nessa época do ano.
Fica aqui meu convite. Sabe como me responder. Não é mesmo?
Espero ouvir teu sim, um sim de muitos que ainda virão. A saudade nos consome. Não é justo estarmos separados. Juntos passamos o pior dos invernos, juntos nosso calor nos protege, juntos somos felizes e você sabe disso.
Espero que aceite meu convite. Espero tua carta resposta. Tão quente que espanta esse frio louco que me cerca. O frio do meu coração.
Assinado. Lu.

domingo, 15 de junho de 2008

O que as mulheres querem (ou esperam) de nós?

Tô pegando emprestado a foto tirada pela minha amiga Virgínia Cardoso...Valeu.


Juro que não entendo. O quê? As mulheres. Acho que Deus não fez o homem pra entender a mulher (e vice-versa). O que elas esperam de nós? Nós homens, que nos últimos 30 anos vimos as mulheres desse planeta provocarem uma revolução cultural, econômica, social e principalmente igualarem-se a nós nos mais variados aspectos (não que antes não pudessem). Pois bem, essas mesmas mulheres que amamos (e às vezes odiamos) me confundem. Ouço, por todo o canto, mulheres insatisfeitas com os homens de hoje, com a falta de romantismo, sensibilidade e compreensão do universo feminino, por parte de nós, machos. Será? Ou será que elas não sabem o que querem?
Falo isso porque me considero, sinceramente, um cara meio diferente. Faço minha parte para tentar entender e conviver com vocês mulheres. Mas não é o suficiente. Exemplo:
não é suficiente querer compromisso sério, casar, filhos, vida a dois, discutir relacionamento (sim, já conseguims fazer isso, sabiam mulheres?), fazer supermercado e até ir na farmácia comprar tampax. Além disso tem que ser um leão na cama, acho.
Mesmo assim não ta bom. Putz. Que que falta? Se vocês (homens e mulheres) souberem a resposta, por favor, me digam.
Dizem elas, pelo menos ouvi isso, que têm que ter paixão, apaixonar-se pelo homem certo (existe isso?). Do contrário, não adianta você ser o Don Juan da modernidade. Pode ser o cara mais cafajeste, se tiver paixão, tá tudo bem ??? Mas, e sempre tem um mas, aí eu ouço: o fulano não me valoriza, eu faço tudo por ele e ele me trai, não ta nem aí pra mim.
Mas quando aparece um que está aí pra elas, não serve, não tem paixão. Aí vem a generalização: homem nenhum presta. São todos iguais mesmo. Só mudam de endereço.
Será que vocês mulheres não ficaram exigentes demais, poderosas demais, a ponto de acreditarem que o príncipe encantado pode aparecer? Eu acredito que sim.
Mas quem sou eu? Só sou mais um homem, que tenta entender vocês. Tenta descobrir o que vocês querem ou esperam de nós. Na próxima encarnação já decidi, quero vir mulher, quem sabe assim consigo?

domingo, 8 de junho de 2008

Da série...Português é tão difícil???...nº IV


Continuando...erro de concordância...Mas quem sabe um professor de português alugue um quarto?...Hehehe

sábado, 7 de junho de 2008

Tua Falta...



Achei que não sentiria tua falta, afinal foram “só” dois meses...
Verdade, os últimos dois meses mais intensos e felizes ao lado de alguém...
Mas não o suficiente pra sentir tua falta...
Dois meses de risadas, viagens, noites intermináveis de amor...
Mas não o suficiente pra hoje sentir tua falta...
Cafés da manhã, McDonalds, cafés da tarde...
Mas não o suficiente pra sentir tua falta...
Beijos, carinhos, cafunés...
Longas conversas, sobre todos os assuntos...
Mesmo assim, não o suficiente pra sentir tua falta...
Planos, projetos, filhos...mas não o suficiente pra sentir tua falta...
Trabalharmos juntos, no que gostamos de fazer...
Visitas às famílias...testemunhas de algo bom entre nós...
Mas não o suficiente pra sentir tua falta...
Sonhos, alegrias, tristezas, na saúde na doença...
Como um casal que troca juras de amor eterno aos pés do altar...
E prometem viver felizes para sempre...
Mas não o suficiente pra sentir tua falta...
Amor, amor, amor, amor...não o suficiente...
Mas como eu disse lá em cima:
Achei que não sentiria tua falta.

domingo, 1 de junho de 2008

O último romântico


Domingo de sol em Porto Alegre. Acordo e a vejo ao meu lado. Dorme placidamente, o sono dos preguiçosos, também o sono dos justos. Seu rosto límpido parece-me tranqüilo e sereno, afinal, é feriado. Dou um beijo silencioso em seus lábios e, como a bela adormecida dos contos de fadas, vejo seus olhos de amêndoas abrirem lentamente, me fitando, e, logo em seqüência, sinto-me realizado: recebo um sorriso amoroso.

- Bom dia. Vamos?

Estava combinado, domingo em Porto Alegre é dia de brique. Parque da Redenção, feira de artesanato, várias tribos, várias culturas, antiguidades, namorados à grama. Desfile de cachorros, várias raças, doação de filhotes e por aí vai. Não pode faltar o chimarrão, bebida típica do povo gaúcho e principalmente de quem está fora do seu Estado há algum tempo.

O chimarrão é, por si só, a ferramenta mais simples de sociabilização do povo rio grandense. Basta olhar para o lado e lá está a cuia passando de mão em mão e amparando conversas, opiniões, idéias. Não podem faltar camisetas do Grêmio e do Internacional, afinal o gaúcho ou é gremista ou é colorado. Não tem terceira via, não tem meio termo.

De repente ouço: - Vamos comer um churros?

Nossa! Quanto tempo não comia algo tão saboroso. Não pela guloseima em si, mas pelo prazer de saboreá-la ao lado dela. Fotos, fotos e mais fotos. Levei minha câmera. Hobbie, quase profissão. Andar de mãos dadas, escolher os presentes que vamos levar para os amigos na Santa e Bela Catarina. Observamos as famílias, as crianças, fizemos nossos planos, de que, num futuro próximo, seremos nós a empurrar o carrinho do bebê, de jogar bola com nosso filhote, de pular corda com nossa filha. Rolar na grama, atirar a bolinha para nossos cachorros saírem correndo pela grama verde coberta das folhas caídas de uma manhã agradável de outono.

Estamos quase indo embora e de repente ouvimos um grito: - Pára tudo, pára, pára. Silêncio por favor! Grita um senhor, de aproximadamente 40 anos.

- Por gentileza senhora, diz o cidadão. E lá vem ela, na sua caminhada matinal, com uma leg preta que delineia sua silhueta esguia e seu corpo enxuto para uma mulher de uns 40 anos. Fica encabulada com a gentileza do homem, a elogiá-la efusivamente.

- Ganhou o dia, ganhou a caminhada, diz minha companhia.

Mas não acaba aí. Num devaneio fugaz, o homem atira-se aos pés da mulher e grita: - Passe por cima, pode pisar, estou a sua mercê, estou a seus pés.
Olho para minha “bee”(abelha em inglês, apelido carinhoso que coloquei nela; louca por doces) e penso: Que inveja desse homem, e eu que me achava o último romântico. Tenho muito que aprender
.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Our Song (for my little bee)

O que eu também não entendo (Jota Quest)
Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo
Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo e não precisar fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir ! fugir !

Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito, mas, com você, eu posso ser
Até eu mesmo, que você vai entender
Posso brincar de descobrir desenhos em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa, posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo, mas com você eu tô tranqüilo ! tranqüilo!

Agora o que vamos fazer, eu também não sei
Afinal, será que amar é mesmo tudo
Se isso não é amor, o que mais pode ser
Estou aprendendo também

terça-feira, 27 de maio de 2008

Ensaios de uma Vida a dois

Quero querer chegar em nossa casa...
Quero querer ver-te com um sorriso nos lábios..
Quero querer um beijo de boas vindas...
Quero querer tomarmos um gostoso capuccino enquanto trocamos informações de nosso dia..
Quero querer brincarmos com nossos cachorros, ensaio para nossa futura prole...
Quero querer tomarmos banho juntos e relaxarmos sob a água morna que abençoa nosso amor...
Quero querer-te em meu colo, para junto assistirmos ao noticiário, enquanto saboreamos um bom vinho tinto..prelúdio de um jantar maravilhoso..
Quero querer jantarmos, olhando-nos, trocando confissões sem dizermos uma única palavra...
Quero querer lavarmos a louça, a roupa e alimentarmos nossos cachorros...
Quero querer prepararmos nosso dia de amanhã, sob a testemunha de nossa biblioteca em nosso escritório...
Quero querer te levar para nosso quarto, assim como um noivo carrega uma noiva em seus braços para a noite de núpcias...
Quero querer te abraçar carinhosamente, beijar todo teu corpo, sussurrar palavras de amor e fidelidade em teu ouvido...
Quero querer ouvir teus gemidos, enquanto trocamos carícias sob os lençóis...
Quero querer fazermos amor da maneira mais profunda que existe, olhando em nossos olhos, sendo cúmplices de nossos desejos, extravasados pelos toques, beijos e carinhos, pelo contato das peles mornas e com cheiro de jasmim que teu corpo exala..
Quero querer sorrirmos um para o outro e nos abraçarmos para dormirmos e sonharmos com o futuro de duas pessoas...pois o tempo não existe quando estamos juntos
Quero querer acordarmos, darmos bom dia, tomarmos nossa ducha refrescante da manhã...
Quero querer te preparar um delicioso café da manhã...para refazermos nossas energias e enfrentarmos mais um dia de trabalho..
Quero querer te desejar bom trabalho e te dar um beijo de logo mais...
Esperando nossa nova noite juntos...porque o sexo inicia-se pela manhã...
Quero querer pensarmos em nós o dia inteiro..
Quero querer a doce rotina de nossa semana...
Quero querer a doce rotina de nosso final de semana...
Quero querer nossos dias completos...
Quero querer envelhecermos juntos
Quero querer-te...

sábado, 24 de maio de 2008

Da série...Português é tão difícil???...nº III




O erro aqui é de concordância...concorde
mos então que pneu usado em carro e falta de concordância na língua não fazem bem à saúde...hehehe

terça-feira, 20 de maio de 2008

Solidão...


Vivemos em um mundo cada vez mais indivudual. É incrível, mas a tecnologia que deveria servir para aproximar as pessoas - e aí estão os e-mails, internet, chats e outras coisitas más - é a mesma que torna as pessoas mais fechadas em si mesmas. Medo, pavor de nos relacionarmos, estamos seguros atrás da tela do computador.
Estou muito triste com isso tudo, quero o mundo antigo de volta. O mundo em que as pessoas precisavam sair de casa para viverem, o mundo em que as pessoas conversavam e se conheciam, e estabeleciam relações. De amizade, profissional e principalmente de amor. Quero poder conhecer novamente o amor, o amor de alguém, incondicional. Que não tenha medo de se relacionar, que não queira aprender a viver sozinha, entre livros e músicas. Que seu animal de estimação não resuma sua companhia. Que viva, saia, ame, sem medo de se machucar.
Que namore. Mas à moda antiga e não pelo mundo virtual. Que dê a mão, que abrace, que passeie junto, que beije e faça cafuné. Real. Sensações reais.
E que se for para ficar sozinho. Que seja a solidão real. Aquela que a qualquer momento, em uma esquina do mundo real possa ir embora com o soprar do vento; que não é possível sentir pelo computador; somente para aqueles que vivem em um mundo real.

sábado, 10 de maio de 2008

Da série...Português é tão difícil???...nº II




Essa está muito fácil...imagina como deve ser o serviço....
hehehehehehe...

Dignidade da cabeça aos "pés"



Tirei essa foto porque me chamou a atenção o sapato desse cidadão. Morador de rua muito provavelmente, o sapato era de uma finesse sem tamanho. Couro legítimo sim senhor, bem cuidado, inteiro mesmo. Um sapato digno de um homem vaidoso de classe média alta. Mas estranho. Que bom se a vida se resumisse aos nossos pés. Bastava estarmos bem calçados e pronto. Todos nossos sonhos e desejos humanos de dignidade e respeito seriam proporcionais ao valor de nosso calçado. Talvez seja isso que essa pessoa pensou ao calçar esse sapato. A busca da dignidade. Do respeito. Calço um bom calçado portanto as pessoas irão me respeitar, pensou. Pena que a vida não é feita só de um bom calçado. É preciso mais, muito mais. Pra começar, respeito e dignidade para todos. Sem exceções.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Um mundo diferente é possível...









Inicio. Minha primeira postagem, espero de muitas que virão. Analfabeto blogueano. A tentativa aqui é me familiarizar com a tecnologia, e, ao mesmo tempo, produzir sentimentos, quaisquer que sejam, e que, como futuro jornalista, provocar as pessoas, para que reflitam, ou simplesmente admirem meus hobbies: fotografar e escrever. Não necessariamente nessa ordem. As coisas se misturam.



O importante é saber se consigo transformar o pensamento através de imagens e palavras. Se conseguir, ótimo, se não, ótimo também, pelo menos alguém verá meu trabalho. Talvez por isso photos & fatos, uma imagem associada a palavras. E que o público decida, concorde ou discorde, mas opine, elogie, xingue, sei lá, mas fale. Primeira foto: Geradores eólicos em Osório. Dá pra pensar, energia limpa, mundo melhor, energia inesgotável, assim como as futuras imagens e textos desse Blog (pelo menos enquanto eu viver). Bom, reflitam, pensem, comentem...

Da série...Português é tão difícil???





Essa não é nem para pensar. Inicio aqui a série "Português é tão difícil?". Vamos nos divertir um pouco com o assassinato da língua pátria. Quem me responder onde está o erro ganha um ponto na média e uma estrelinha no caderno...