segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Faxina em minhas gavetas

Meu pai sempre me disse. “Quem guarda tem.” Verdade. Aprendi isso esse final de semana. Ao me mudar, há um mês, vi o quanto havia guardado coisas. Portanto decidi que deveria fazer uma faxina em coisas e coisas que não uso mais. Comecei por separar meus livros. Descobri que não li a maioria deles. E aqueles que li, muito provavelmente não me recordo mais de seus conteúdos. Prometi a mim mesmo lê-los. Quando? Sei lá.

Passei a papéis, documentos, e coisas afins. Aí uma coisa fantástica aconteceu. Entrei numa verdadeira máquina do tempo. Folhas de cadernos do tempo da engenharia na UFRGS, administração na ULBRA, curso técnico em Passo Fundo, telefones dos colegas de segundo grau, fotos de formatura, agendas com telefones de pessoas que há tempos não vejo mais. Telefones de ex-namoradas. Gurias que não me lembrava mais, nem ao menos os nomes.

Um familiar meu disse-me que o melhor para a vida da gente ir para frente é se livrar das coisas que não usamos mais. Criar movimento, livrar-se das (in)utilidades do lar, que prendem a energia da vida. Cruzes, quanto esoterismo! Pois bem, resolvi seguir o conselho. E ao ir rasgando e jogando fora todos esses papéis me dei conta de que seria a última vez que viajaria pelo tempo. Tempo de minhas lembranças. Tempo de minhas memórias. Mas também notei que as lembranças não estão nas coisas que guardamos. Elas apenas são chaves das gavetas de nossa memória. As lembranças estão guardadas em nós.

Fui fazendo minha faxina temporal até que cheguei às fotos. Bom, aí, sei lá por que, empaquei. Não consegui destruir nenhuma. Fotos de viagens, festas, pessoas e mais pessoas. Ouvi uma vez, quando era criança, que não se rasgam fotos. Provavelmente uma maldição deve se abater sobre a pessoa que tem a coragem de destruir o registro de fatos. Ou talvez ao rasgar uma foto de pessoa estejamos rasgando sua alma. Algo nesse sentido.

É verdade que a maioria das minhas fotos é do tempo do meu casamento, ou melhor, da vivência ao lado de minha ex-mulher. Afinal foram 13 anos de convivência. A realidade é que me faltou coragem. Medo de que uma grande parte da minha vida fosse para o lixo assim como as fotos. Medo do esquecimento. Medo de perder a chave de uma gaveta de minha memória. Talvez a mais importante.

Mas ao mesmo tempo espero, com sinceridade, que minha vida ande. Espero que alguém importante apareça em minha vida e que peça, melhor exija, que me livre das fotos e de todo o mais que emperra minha vida. Talvez essa pessoa faça uma faxina em minhas gavetas. Retire o que é velho. E coloque novos papéis. Para que eu guarde. Para que eu tenha. E que dessa vez, eu não precise mais viajar no tempo.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Bate e Volta

Você já ouviu a expressão bate e volta? Provavelmente já. Essa semana tive que viajar para SC num legitimo bate e volta. Fui num pé, voltei no outro como dizem. A BR 101 continua uma ma-ra-vi-lha. Você porto alegrense ao querer ir ao litoral catarinense passar o ano novo ou simplesmente passar suas merecidas férias no paraíso sulino terá que ter uma paciência budista para enfrentar o rali da 101. Desvios mal sinalizados, buracos, pista sem sinalização noturna entre outras coisas, são os fatores que fazem a aventura turística ficar mais emocionante. Pois bem, saí de noite aqui do rio grande do sul, cheguei na madruga. Até aí tudo bem. Dormi, acordei pela manhã, peguei uma praia. Estava um calor infernal. À tarde fiz o que tinha que fazer e peguei o caminho de volta. Antes, porém, fiz algo que me arrependeria profundamente horas depois.

Ao entregar uma encomenda, no centro de Balneário Camboriú, para um amigo, e por já estar estressado com o engarrafamento típico dessa época do ano xinguei um motorista que estava com problemas no carro, por estar trancando o trânsito da rua. Incrível, na mesma hora me deu um aperto no peito. Sensação de ter feito algo muito errado. Depois de conseguir fazer seu carro funcionar novamente, o motorista passou por mim e disse:

- Pô cara! Eu já to todo fudido com o carro e tu ainda vem me xingar.

Fiquei quieto não reagi. Baixei a cabeça, envergonhado, como quando um pai ralha com o filho quando esse faz algo errado. Pois bem. Aquilo passou, comecei minha viagem de retorno. Ao chegar à cidade de Palhoça o trânsito parou. Ambulâncias passavam por mim, provavelmente mais um acidente na fatídica brioi (apelido carinhoso da BR 101).
Como o tráfego estava completamente parado, desliguei o carro e fiquei esperando a liberação da estrada. Alguns motoristas desceram dos seus automóveis e ficaram na volta da estrada tentando adivinhar o que havia acontecido.

Em determinado momento um desses motoristas apontou para o pneu do meu carro e olhou para mim. Desci do carro e fui até ele, que me disse que o pneu estava murcho. Olhei o pneu e como já sabia do problema de que aquele pneu murchava com freqüência não dei muita bola. Agradeci a atenção e voltei para dentro do carro.

Engraçado, seu anjo da guarda se manifesta de várias formas e maneiras. Aquela era uma. E eu não prestei atenção no seu aviso. Depois da estrada liberada segui viagem. Quase chegando a Porto Alegre aconteceu. Pneu furado. Aliás, furado era eufemismo. Completamente esgualepado. Mortinho. Sem esperança de ressuscitação. Eram quase onze horas da noite. Já troquei muito pneu, mas à noite, com certeza é muito mais complicado.

Enquanto trocava o pneu, incrivelmente me sentia completamente resignado com a situação. Como se soubesse que esse era o meu castigo pela atitude errada horas antes. O dia passava pela minha mente e eu relembrava do motorista e seu carro quebrado. Do xingamento. Do aviso de meu anjo da guarda horas antes. E sabe o que mais? Estava rindo daquilo tudo, por entender que aprendera a lição.

Lembrei também de uma pessoa muito especial. Ela dizia que existiam tarefas exclusivamente masculinas. E com certeza, trocar pneu estava entre elas. Foi bom isso ter acontecido. Fez eu me lembrar de alguém importante em minha vida e fez-me aprender, definitivamente, que o que bate, sempre, sempre, volta.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O que a Bruna diria no banheiro ou no elevador


Tenho uma amiga chamada Bruna que me cobrou que não escrevo sobre ela no meu blog. Pois então, aí vai. Esta crônica é em sua homenagem cara Bruna.

Estava eu indo almoçar com duas colegas de trabalho e antes de pegar o elevador resolvi ir mijar no banheiro. Entrei, fui direto à privada. Aquelas que ficam lado a lado, separadas por divisórias. Estava eu a aliviar minha bexiga quando de repente ouço o seguinte diálogo:

- Olá. Você por aqui? (Que pergunta é essa? Parece que você encontrou um amigo no restaurante. Onde já se viu perguntar isso num banheiro. Até parece que o seu conhecido não utiliza banheiro público).

Segurei a risada e abri mais meus ouvidos para acompanhar o diálogo.

- Calor hoje né?

- Hum hum.

- Vai vir chuva. Com certeza.

- É sempre assim.

-Bom vou indo. Até mais.

- Até.

Existem dois lugares em que o papo entre amigos ou conhecidos versará sobre o tempo. Um é o banheiro público. Outro, o elevador.

Aliás, a pior coisa que pode acontecer com você, é encontrar um amigo no banheiro público. Ainda mais se faz tempo que você não o vê. Já pensou o seu amigo estendendo a mão para cumprimentá-lo? Aquela mão que você tem a certeza que estava segurando o pinto dele há um momento atrás. Pior, ele mijou e chacoalhou, o que quer dizer que provavelmente há respingos de urina em sua mão. Mas pior ainda é se ele vem te dar um abraço, colabando ambas as mãos em suas costas e você imaginando as bactérias pulando para sua camisa. Com certeza você não vai conseguir trabalhar o restante do dia, louco para chegar em casa, arrancar suas roupas, ir para o banheiro tomar banho e esfregar e lavar suas vestes, se possível com creolina.

Já no elevador, quando você adentra no mesmo, é como se houvesse uma placa fixada no fundo com o seguinte dizer: “Favor olhar para o chão, assoviar e falar somente sobre o tempo”. É incrível o poder hipnótico do elevador sobre as pessoas. Tem gente que deve rezar para não pegar elevador com conhecidos, só para não ter que puxar papo ou ficar olhando para a cara do outro. Agora me diz, por que as pessoas se sentem constrangidas nesses dois ambientes? O banheiro é até explicável. Afinal ninguém se sente bem em demonstrar a outrem que está ali para satisfazer necessidades fisiológicas. É como se você estivesse nu, no banheiro da sua casa e, sem mais nem menos alguém irrompe através da porta e te pega de calça arriada, sentado, confortavelmente em seu trono imperial.

Mas no elevador é no mínimo estranho. Por que será que as pessoas não se sentem à vontade com outras dentro do elevador? Definitivamente, o elevador não é um ambiente sociabilizador. Talvez se houvessem banquetas, um bar e um barman servindo coquetéis dentro do elevador as pessoas se sentiriam mais a vontade. O elevador seria um ponto de encontro. Já pensou? Aquela sua vizinha gostosa tomando um dry Martini e você pedindo um uísque on the rocks enquanto inicia um flerte com a vítima...ops com a conhecida.

Bom, ao sair do banheiro encontrei minhas colegas de trabalho e enquanto íamos ao restaurante relatei o ocorrido a elas. Perguntei então o que as mulheres conversam ao irem ao banheiro? Elas, educadamente responderam que vão ao banheiro juntas para confidenciarem a respeito das pessoas que ficaram na mesa em que se encontram. Para ajudarem-se mutuamente ao conferir maquiagem, cabelo e outras cositas más, uma da outra. Já pensou dois homens indo ao banheiro juntos. Já imagino a situação.

- Viu a loira da outra mesa?

- Vi sim. Que gostosa. Está com uma microssaia. Que pernas. Imagina o que tem debaixo daquela sainha?

- Nossa, muito boa, mesmo.

E por aí vai. Aliás, assunto de homem em bar só pode ser dois. Mulher e futebol.

Mas e a minha amiga Bruna, entra aonde nessa história? Bom, deixa eu explicar. A Bruna é uma daquelas amigas, diria eu, no mínimo incomum, o que já, por si só torna nossa amizade muito interessante. A Bruna, digamos, não tem papas na língua. Isso a faz ser uma pessoa autêntica, direta e extremamente sincera. Aonde quero chegar?

Fico imaginando a Bruna no banheiro feminino. Com certeza iria tratar uma conhecida, que encontrou por acaso, como se estivesse saindo de uma sessão de cinema no sábado à tarde. Não se incomodaria de pedir um absorvente para uma estranha, e se tivesse fugido para ir ao banheiro chorar porque viu o ex com outra, pegaria a primeira mulher que encontrasse retocando o batom e faria dela uma psicóloga e conselheira amorosa.

No elevador então não teria nem graça. Puxaria papo como se estivesse no salão de beleza comentando com as outras clientes sobre a nova moda de cabelos para o verão enquanto espera sua vez de fazer as unhas.

Essa é minha amiga Bruna, espontânea, autêntica e verdadeira. Como os melhores amigos devem ser.

Viu Bruna, agora você vai pensar três vezes antes de me pedir pra falar em ti no meu blog.

domingo, 7 de dezembro de 2008

E viva o casamento!


Li uma notícia, esses dias, que me deixou preocupado. Falava sobre o crescente número de divórcios no Brasil. Segundo o IBGE houve um crescimento de 200% (isso mesmo DU-ZEN-TOS POR CEN-TO) na taxa de divórcios em 2007, em relação a 1984.

Acredito que, entre vários motivos, a vida moderna, a entrada da mulher no mercado de trabalho – quer dizer o aumento significativo disso – a facilidade em se separar, instituída pelo novo código civil e a falta de tolerância sejam os principais.

Bom, querido leitor, eu sou adepto de casamentos duradouros. Tenho um tio avô que completou 75 anos de casado. Acredita nisso? Setenta e cinco anos ao lado da mesma mulher. Pode ser comodidade, mas também demonstra um amor por alguém que dificilmente é visto nos dias de hoje. Os casais de hoje não têm paciência para discutir relacionamento. Não há diálogo. Egoísmo. Sabiam? O egoísmo, o individualismo, reinam hoje entre as pessoas. Alguém, não sei quem, inventou que a felicidade é individual, que você tem que se preocupar com você. O outro que se lixe.

Desculpa. A felicidade é um estado de espírito que depende de vários fatores. E entre eles pode estar, nas pessoas menos egoístas claro, a vida ao lado de alguém. A construção de uma família. Filhos, cachorros, a emoção de conseguir a casa própria, de juntar os salários. Passar sacrifícios juntos em prol da continuidade da espécie. Tenho certeza que, dentre outros fatores, a desestruturação da família, a família como a gente conhece, é causa do aumento da violência. Os filhos, sem a presença materna e paterna, na maioria das vezes, rebelam-se. Pais separados é moda entre os jovens. Anormal é você ter pai e mãe juntos, casados. Caretice. O grupo não aceita você ter uma família unida. É a banalização do individualismo. O homem sempre foi um ser social. Sempre viveu em grupo. E acreditem! A fidelidade , assim como nos pingüins e golfinhos, faz parte do ser humano também.

Eu sou a favor de casamento pra vida toda. Filhos, casa, férias com carro lotado. Basta ter um pouco de paciência com o outro. Carpinejar, escritor gaúcho, diz que, amar outra pessoa é amar seus defeitos.

Casamento pressupõe ceder, não se importar com a tampa da privada levantada, a calcinha esquecida na torneira do chuveiro, não brigar pelo controle remoto, acompanhar sua mulher no shopping, sem se cansar, assistir ao futebol com ele, não precisa torcer pro mesmo time. Enfim, ceder, tolerar, querer estar perto do que é importante para o outro, querer estar perto do outro. Construir um estado de felicidade individual apoiado na felicidade conjugal.

Mas parece que a humanidade moderna está mais preocupada em pensar em si própria, no indivíduo e não no grupo. Casar, hoje, mais que nunca, é um exercício de ambos. Exercício de tolerância, de paciência, de perdão, de desculpas. É, ser feliz dá trabalho, mas vale a pena. Pra quem, como eu, não desistiu de formar família só há uma coisa a dizer: VIVA O CASAMENTO!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sobre o povo brasileiro e as tragédias...

Muito interessante. Acessem e vejam do que o ser humano é capaz diante da tragédia de seus semelhantes. Recomendo a leitura desse blog do grande jornalista gaúcho David Coimbra.

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=127506&blog=219&coldir=1&topo=3951.dwt

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Aos meus leitores portugueses, chuva e sol, porto triste e Porto Alegre


Presidente Lula sobrevoa Itajaí

Incrível a internet. Descobri, através do contador do meu blog, sim, esse negocinho que fica ali no cantinho direito da página, chamado sitemeter, que tenho leitores portugueses. Já há alguns dias tenho notado a entrada de endereços portugueses. Muito me honra. Meu blog. Heheheh, começa a tornar-se mundial, assim como a grande rede mundial de computadores. Pois bem, queridos amigos portugueses, quero deixar-lhes a par de alguns fatos. Não sei se é de conhecimento de vocês, mas uma das cidades que nossos amigos e irmãos lusos ajudaram a fundar, hoje vive uma das maiores tragédias naturais que se abateu sobre o Brasil. Falo da enchente que cobriu mais de 90% da cidade açoriana de Itajaí e também causou muito estrago nas demais cidades da Santa e bela Catarina. Um dos maiores portos do país encontra-se em Itajaí.

Curiosamente e por sorte ou destino, sei lá, dois dias antes da tragédia que se abateu sobre Itajaí (cidade onde residia), mudei-me. Para outra cidade, de nome Porto Alegre, açoriana também. Hoje vivo no porto alegre, mas não consigo me desligar de um porto triste, no litoral catarinense. Se vocês leitores, aí de Portugal lerem esse post, saibam que tanto lá como aqui, agradeço aos fundadores lusos. Pois amo ambas as cidades, Porto Alegre do calor e do sol e Itajaí, hoje porto triste e da chuva. Rezo e peço que o sol que acalenta a capital do Rio Grande do Sul, abençoe também as milhares de pessoas que novamente (lembram das enchentes de 83 e 84?) terão que reconstruir suas vidas e suas moradias, com a força dos mesmos lusitanos que há mais de 500 anos aventuraram mar afora para colonizarem e fundarem os portos do sul do Brasil.

Se você leitor luso, ou brasileiro, identifica-se, assim como eu com essas cidades, reze e se puder ajude nossos conterrâneos litorâneos. Que Santa Catarina converse com sua amiga Santa Clara, para que ela interceda junto a São Pedro e que todos levem sol às cidades atingidas.

Que os portos brasileiros, de origem lusa, tornem-se somente portos alegres, para que nós gaúcho-luso-brasileiros, possamos reencontrar nossos amigos catarinense-luso-brasileiros em mais um verão que chega, de sol e calor.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sobre frentes únicas, tênis e botinhas de duendes – Final

Capítulo final da minha saga noturna. Estava eu na mesma boate em que vi tênis em mulheres espetaculares e frentes únicas (portais do paraíso) sendo pedagiadas por sutiãs intrometidos. Após comentar com meus amigos notívagos sobre minhas incursões no mundo crítico da moda acabei por observar que mais uma coisinha me incomodava no vestuário feminino moderno. Apelidei de botinhas de duendes. Sabe essas botas iguais as aí de cima na foto? Cara que coisa mais brega, desculpe, mas a única coisa que isso me lembra é da Branca de Neve e os sete anões. Ainda mais se a guria for baixinha.

Não sei se você concorda comigo leitor. Mas essa botinha rasteira (acho que é isso?), é tudo de feio. Tira a feminilidade da mulher. Transforma-a quase numa criança querendo imitar a Xuxa. Lembra daquelas botas plásticas da Xuxa, que a turminha de meninas adoraaaaavaaa? Pois é, acho que é isso. Elas lembram menininhas fãs da Xuxa. Talvez isso me desgoste no figurino. Afinal não sou pedófilo. Kakakaka.

Acabei comentando com duas ex-colegas de facul que não me agradava esse particular no vestuário usual da mulherada. Elas, prontamente, me execraram. Disseram que não entendia nada de moda. Que a bota, além de bonita, era muito confortável, agradabilíssima de se usar no dia-a-dia. Pode até ser. Mas se fosse por conforto, as mulheres deveriam sair de pantufas. Muito mais confortáveis. Não acham? Desculpa mulherada, mas eu acredito que mulher tem que ser mulher 24 horas por dia. Como assim? Tem que estar bem produzida, maquiada, cabelo impecável e etc. Senão o que sobra pra nós pobres homens? Mulheres, não nos tirem o direito de apreciá-las da melhor forma possível. Porque, não adianta, homem é visual. Homem adora ver mulher bonita. Pelo menos homem no conceito antigo. Hoje, já não sei mais. Porém, eu ainda prefiro ver mulher bonita. Amigo leitor, você não concorda? Sete anões não dá. Por favor mulherada. Sem botinhas de duende.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sobre frentes únicas, tênis e botinhas de duendes – Parte II


Continuando. Dizia que mulher de tênis em boate não dá. Certo? Pois bem, na mesma noite, na mesma boate, reparei em outro detalhe feminino. Meninas de frentes únicas.Hummmm....aquelas costas esguias, desnudas, claras, morenas, douradas do sol, deixando entrever desejos e pensamentos libidinosos. Os homens tentando observar detalhes mal cobertos, tatuagens semi-escondidas. Ou seja, frentes únicas são as portas para o pecado. Erguer aquela blusinha encostado num corpo quente e ofegante em um quarto de motel a meia luz. Bom, voltandooooo....hehehehe.

Dizia eu que frentes únicas são tudo de bom em uma mulher, mas, e sempre há um mas, o que não dá é frente única com....sutiã. Não interessa a cor, o formato. Descer seu olhar da nuca e chegar ao meio das costas e de repente dar de cara com aquele obstáculo, quase uma praça de pedágio na estrada vertebral que leva ao paraíso é, novamente, broxante. Frentes únicas devem ser usadas por mulheres tatuadas, tatuagens na nuca, nas costas, no cóccix, hummmm, simplesmente delicioso. Devem ser usadas também por mulheres de costas lisinhas, bronzeadas, branquinhas, negras. Além disso, para se usar frente única é primordial, fundamental, relevante, que a mulher possua seios rijos, durinhos, eretos, não importa o tamanho, nem o volume. Por isso as frentes únicas foram criadas, para realçar os seios femininos. Provocar olhares e pensamentos maliciosos nos homens que têm a oportunidade de cruzar com uma frente única.

Pois estava eu na mesma boate do texto anterior, apreciando o universo feminino que me rodeava e analisando as mais variadas espécimes femininas, quando me deparei com frentes únicas maravilhosas, mas também com, sutiãs! Aí não dá leitor. Você há de convir comigo que mulher em boate, de frente única, seios rijos, costas tatuadas, é muito bom. Mas sutiã. Não dá. Por isso, além da placa de proibido mulher de tênis em boate, acrescente-se: proibido mulher de frente única, seios rijos, com SUTIÃ.Você há de me dar razão, nós homens merecemos mais e mais mulheres de frente única. A porta aberta para o éden.

Obs: em seguida o capítulo final de minha saída noturna.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sobre frentes únicas, tênis e botinhas de duendes – Parte I



Acho que estou ficando velho. Definitivamente estou ficando velho. Por quê?Porque ontem fui a uma festa em uma boate da região. Começa que eu era o tio do lugar. Até aí nada demais, apesar de que acredito que a gurizada está indo muito cedo para boate. A primeira vez que fui a uma boate tinha 16 anos. Ontem, com certeza vi uns meninos e meninas que deviam ter no máximo 13. Bom, mas a discussão não é sobre isso, mesmo porque não quero me intrometer na educação de nossa juventude contemporânea. O que me deixou profundamente intrigado, chateado diria, é que as poucas, digamos, mulheres que freqüentavam o local, estavam praticamente perfeitas.Quase. Do fio de cabelo ao tornozelo, lindas, exuberantes, seja em vestidos esvoaçantes que deixam qualquer homem com torcicolo, torcendo por um vento soprar de baixo para cima, seja em jeans das mais variadas cores e estilos. Bem maquiadas, cabelos e unhas impecáveis, blusinhas de todos os formatos e cores, além de acessórios, de brincos e colares, passando pelos piercings de umbigo. Ah, que coisa deliciosa, você passear com sua boca por aquelas barriguinhas chapadas e encontrar um piercing no umbigo dela. Sua língua começa a brincar com aquele brinco fora de lugar, propositadamente colocado para provocar e excitar os homens.

Bom, voltando. Dizia eu, que até o tornozelo tudo perfeito. O que me broxou, literalmente, foi quando olhei para os pés de algumas fêmeas, digamos, atraentes.Lá estavam eles. Como uma aberração da natureza. Você olha a guria, vê aqueles lindos cabelos chacoalhando ao sabor da música, o rosto maquiado para a noite, as blusas, com seus decotes insinuantes, as calças, tão coladas que permitem fazermos uma leitura do recheio. E então, ao chegar aos pés, você dá de cara com um par de...sandálias? Botas de salto alto? Scarpins chiquérrimos? Nada disso, o que vi foram tênis. Isso mesmo leitor, tênis. Agora me explica. O que leva uma criatura, toda arrumada, colocar tênis de malhação para ir a uma festa? Será que depois da festa e das bebidinhas a mais, para manter a forma e seus corpos esculturais elas saem para um jogging noturno?Acredito que não.

Portanto meu primeiro protesto vai para os donos de boates. Afixem uma placa com o seguinte dizer: Proibido lindas mulheres, bem vestidas, calçando tênis. Tênis, leitor, decididamente, não dá. Tênis para mulher, só na academia ou na caminhada diária. Lanço aqui a campanha que proíbe a entrada de mulheres em boates, de tênis. Espero que vocês que me lêem, apóiem.

Obs: Em breve a parte II, onde continuarei a contar minha saída noturna e outras coisitas mais.

sábado, 18 de outubro de 2008

The Empire State Building

Foto: Wikipedia
O Empire State Building é um arranha-céu de 102 andares de estilo Art déco localizado na intersecção da 5ª Avenida com a West 34th Street na cidade Nova York. Seu nome deriva do apelido do estado de Nova York.

Foi considerada uma das estruturas mais altas do mundo por mais de quarenta anos, desde a sua conclusão em 1931 até que a construção da Torre Norte do World Trade Center foi concluída em 1972. Logo após a destruição do World Trade Center em 2001, o Empire State Building recebeu novamente o título de edifício mais alto de Nova York.

Foi declarada uma das Novas maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civís e também como uma das marcas registradas da cidade de Nova York.

Por que estou falando nisso? Porque vou contar a história do Lúcio e da Sissi. O Lúcio é um cara maduro. Foi casado por um tempão. Não deu certo. Separou. A Sissi, ah, a Sissi!! Esse nome tão diminuto não corresponde aos quase 1,80m daquela morena, cabelos negros como a noite, olhar matador, pernas tão compridas como os quase primeiros 70 andares do Empire State. A Sissi não tem como não ser notada. É uma daquelas mulheres que ao chegarem em um lugar provoca a atenção masculina e a inveja feminina. Os homens torcem seus pescoços ao vê-la passar, enquanto as mulheres beliscam as pernas de seus companheiros e lançam olhares fulminantes em direção à bela morena.

As loiras que me perdoem, sei da predileção masculina por loiras, mulheres belíssimas, chamam a atenção masculina com seus cabelos claros como os raios de sol. Mas quando uma morenaça entra em cena, é como se a noite chegasse mais cedo cobrindo o sol dos cabelos dourados das loiras.

Pois bem, o Lúcio certo dia desses foi a uma choperia com um amigo. Era uma sexta feira sertaneja universitária (tá na moda agora, sertanejo universitário, pagode universitário, samba universitário, e etc universitário, sei lá porque disso, vai ver que pra você ir na festa tem que ter curso superior. Já imaginou? Você tá chegando na festa e quando vai entrar um daqueles brutamontes segurança lhe diz: por gentileza, seu diploma universitário? Não. Então não entra.). Então, o Lúcio tava lá, bebericando uma cervejinha, batendo um papo com o amigo, na dele. Quando, de repente, ele olha pro lado e lá está ela, aqueles um metro e oitenta de mulher, sentada com uma amiga, ria e chacoalhava os cabelos como para que demarcar território e mostrar à concorrência que a noite era dela. Ela era o Empire State do lugar. O prédio mais alto, mais vistoso, mais lindo. As outras construções estavam ali só pra ocupar espaço. Meras coadjuvantes. Não ousavam tomar o lugar em altivez e beleza do Empire.

E aí começa o problema. O Lúcio se encantou pela Sissi. Até aí normal. O problema era a altura do prédio, ops, quer dizer da mulher. O Lúcio, bem, digamos que o Lúcio media por volta de 1,72m, e a Sissi, todos sabem, 1,80m, SEM SALTO ALTO.... Ora, o Lúcio não podia andar por aí com a bela Sissi, iriam rir da cara dele. Como um homem, mas um homem de verdade, poderia andar de mãos dadas com uma mulher mais alta? Lúcio já imaginava as piadinhas, os cochichos pelas costas. As pessoas comentando: olha que coisa!!! Kakakak...deve ser a guarda costas dele...E por aí vai.

Entretanto, quando os olhares se cruzaram, o da Sissi, um olhar tenro,calmo, confiante e o do Lúcio, um olhar desejoso, carente, mas ao mesmo tempo firme. Bom, aí foi tudo pro espaço. O amor é algo estranho, ele ultrapasssa todas as fronteiras físicas e emocionais, faz o que parecia improvável acontecer. Quebra preconceitos, paradigmas, dogmas e o que mais se entrepor entre os seres amados.

Como na foto, o amor faz o Empire State Building e seu companheiro igualarem-se em altura, em beleza, sem um ou sem outro a foto não fica completa. A Sissi sozinha brilha, mas a foto se completa com o Lúcio. O prédio mais alto de Nova York, sem amor, passa despercebido.